Amigos do Lace são pessoas que lutam para aumentar os cadastros de doadores de medula óssea. Somos colegas, familiares ou apenas conhecidos de Alexandre Lace, jornalista que nos deixou em março de 2004, aos 28 anos, vítima de leucemia. Perdemos um amigo, mas por ele vamos levar adiante a luta para que ninguém mais perca um filho ou um irmão por falta de informação da sociedade sobre a necessidade da doação de medula óssea. Entre nessa luta e seja também um Amigo do Lace.

Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

Correção !!!

Amigos do Lace,

Foi publicado uma matéria na Revista IHU On Line, de nov./2004, (revista da Unisinos), ¨A luta pela vida contra a leucemia¨, onde a entrevistada foi minha mãe, D. Ivone. Enfim, nesta matéria houve um engano, eles falaram sobre este blog, e colocaram o blog¨heandshe¨ como sendo o blog do Alexandre. Na verdade, também era, mas em parceria com a Pen. O blog do Alexandre, leitores, é : www.piposplace.blig.ig.com.br.
Aproveitando, que todos tenham um Feliz Natal !!!

Um abraço,

Adriene

Segunda-feira, Setembro 27, 2004

Amigos de São Paulo

Um amigo de São Paulo perguntou onde ele pode se cadastrar, lá na terrinha querida, para ser um doador de medula óssea. Já enviei uma mensagem pra ele, mas deixo aqui registrado o local para outras pessoas se tornarem um doador.
Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, rua Marquês de Itú,579 -próximo a estação Santa Cecília do metrô. Fone 3226 7258 ramal 5989. Atendimento de seg. à sex. das 7 às 18hs e sábado das 7 às 15hs.
Não precisa estar em jejum e nem marcar hora , leve um documento.É necessário ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde.
Vou torcer para que vocês , amigos de SP, possam salvar muitas vidas.
Um grande abraço,
Mocréia (irmã Lace)

Quinta-feira, Setembro 02, 2004

Ajuda

Pessoal,

Uma amiga minha descobriu que o primo, de um ano e seis meses, está com leucemia. Neste momento, estão na fase de exames iniciais para identificar a doença.
A família está desorientada e com uma sensação de desamparo.
Peço a todos, por enquanto, pensamentos positivos. Ao Lace, peço carinho.
Trarei notícias nos próximos dias .

Abraços.
Giane Guerra

Quarta-feira, Julho 21, 2004

Feliz dia do AMIGO!!!

Parabéns pra nós,AMIGOS...(atrasado, mas tudo bem)
Algumas notícias:
A campanha de doadores de medula óssea atingiu o número de 2000 doadores,legal,né?
A Dra Lúcia está com muitas idéias ,novos projetos,assim que estiverem prontos ,eu aviso a moçada,ok!?!
O Anderson,(meu irmão,irmão do Lace),escreveu um novo texto no Pipos Place. Mamãe achou a senha no quarto do Lacinho. Lá, ele informou que continuaremos tudo por aqui,assim preservamos a privacidade do Pipos, tenho certeza que ele iria preferir assim. O An teve a idéia de todo mês colocarmos uma foto do Pipos e um texto escrito por ele,temos muitos guardados .
Bom pessoal,é isso.

Um grande abraço a todos,estou com saudades,

Mocréia

Quarta-feira, Julho 07, 2004

Andreia, Carol e Larissa mandam recados

"Fiquei muito feliz em saber que existe este local de comunicação para conversarmos e para tentarmos ajudar outras pessoas. Com a correria de minha vida não tenho mantido muito contato com os amigos da Rádio Gaúcha e não sabia deste blog. Sinto muita saudades de todos os amigos da Rádio, da família do Lace e, é claro, do Lacinho. Tenho sido covarde desde a morte dele, por isso, mil desculpas a toda família pela minha ausência. Também
perdi, recentemente, uma pessoa que amo muito e sei que nestas horas é importante o ombro amigo. Mais uma vez, me desculpem por não estar aí do lado de vocês, mas tenho pensado muito em todos e rezado diariamente pelo meu amigo Lace. Contem, a partir de agora,
comigo para o que der e vier, principalmente nesta campanha. Por sinal, já consegui que minha irmã, que tem horror de agulhas, fosse fazer o exame para ser doadora de medula. Eu já havia feito para o Lace, mas vou continuar tentando que outras pessoas façam
o mesmo. Um super beijo a todos vocês com todo o meu carinho."

Carolina Mello


"Gente, linda a iniciativa de vocês de criarem o blog. Amizade não se decreta. Se demonstra. Parabéns! Também quero ser amiga do Lace aqui na rede. Solidificar cada vez mais este grupo de gente boa, sob o olhar e os cuidados do Lacin só pode fazer bem. Pra nós este contato já tá fazendo. Para quem a gente conseguir algum dia ajudar, também. E, como diria um amigo nosso, "fiquem com Deus e que a Força esteja com vocês, sempre!!!". Não precisa dizer quem
assinou depois disso, né?! Este é o fim do e-mail de retorno ao trabalho em maio de 2003. O resto não consigo mais ler... Mas o e-mail tá guardado. Um dia acho que vamos assimilar melhor isso. Enquanto este dia não chega, ficamos com a saudade, que nada mais é do que a certeza da presença de alguém que está ausente."

Andreia Fantinel

"Oi gente. Ainda lembram de mim? Muito, muito legal a iniciativa, gostaria muito de estar por aí pra poder ajudar. Um grande beijo cheio de saudade."

Larissa Lara


Sexta-feira, Julho 02, 2004

O povo é comodista

Ontem de noite, quando eu estava lá no stand dos Hemoamigos no Iguatemi, conversei com um cara que estava na fila para a doação. Ele dizia o seguinte:

"Muito boa essa iniciativa. O povo é comodista, e me incluo neste grupo. Eu moro perto do Hospital de Clínicas, tenho uma saúde perfeita, mas nunca fui lá doar sangue. Quero ver se agora começo a ir. Da mesma forma, nunca tinha ido coletar amostra para ser doador de medula por falta de ânimo e organização. Mas com esse posto instalado aqui dentro do shopping fica muito melhor."

E é assim mesmo. Não adianta a gente se indignar com a acomodação do pessoal, que não comparece para fazer as doações. Isso é muito complicado de mudar. O mais simples e o que dá resultado mais eficaz é ir atrás, fazer campanhas como essa.

Pelo que ouvi de um médico lá no Iguatemi, eles vão demorar ainda um tempinho para conseguir analisar todas as amostras que foram coletadas. Ou seja: SUCESSO TOTAL! Parabéns pra todo mundo.

- Bonato

Perfeito

Mimos do Lace

Finalmente estou aqui...
Amigos do Lace,vocês são muito especiais.
Tudo seria muito mais difícil se vocês não existissem.Amo vocês!!!
Vou contar uma coisa minha e do Xan,coisa de irmão.
Ele me chamava de Mocréia.Quando ele me falou do blog dele,eu nunca fazia comentário ,pois não queria me intometer nas coisas dele.Então ele disse:quando vc escrever assina Mocréia que eu vou saber que é vc.
Isso era tão sério que na última internação dele,eu estava em SP,e ele estava viajando por causa da morfina,então ele escreveu algumas declarações de amor,em papéis minúsculos.
A minha estava escrito:Mocréia,eu também te amo.
Era um apelido carinhoso,mesmo que para alguns pareça feio,vindo dele pra mim qualquer coisa era maravilhosa,sempre foi assim...
Em homenagem a ele aqui vou assinar Mocréia,vcs saberão que sou eu,Adriene.

Um beijo,
da Amiga do Lace,
Mocréia

Mensagem de mais uma amiga

Conheci o Lace apenas de passagem, apresentado pela minha irmã, a Gabi. Me chamava a atenção o olhar sereno e as bochechas rosadas, um ar de gente sábia...Lamentei sua morte porque pelo que me constava, era um amigo leal, um bom profissional e um filho carinhoso. Um pouco da sua bondade foi depositada na amizade que ele tinha pela Gabi, e quem é amigo da minha irmã vira meu amigo também.

Integro uma equipe de gincana de Gravataí, a EquiRetalho. No ano passado essa equipe movimentou cerca de 800 pessoas, nesta gincana que pára a cidade uma vez ao ano. Comentamos a importância de colocar a equipe - que é espelho pra toda uma gurizada e, de quebra, para suas famílias - em alguma atividade de engajamento social. Tentamos até construir uma casa numa favela aqui perto, mas acabamos descobrindo que o "inocente" local era, na verdade, ponto de tráfico. E quando eu já não sabia como fazer pra Retalho usar todo o seu potencial para ajudar alguém, eis que surge a Gabi com a notícia do Amigos do Lace.
Já pré-aprovada pela organização da equipe, a idéia é colocar a galera desta e de outras equipes a par da importância da doação de medula óssea.

Já que fiquei responsável por tocar este barco, só tenho uma coisa a dizer: Dona Ivone, mesmo sem conhecê-la, essa é pra você! Sim, porque não existe maior dor do que perder um filho pra doença. Já senti na carne esta dor e se puder fazer algo para que mais mães não passem por isso, a hora é agora.

Pode colocar meu nome na lista de amigos. Vou honrá-la.

Parabéns, Amigos do Lace!

Com um abraço,
Claudya Chanas Anton
(claudya.chanas@uol.com.br)

Quinta-feira, Julho 01, 2004

Vida

Façam o teste para doação de medula. Não dói nada. É só um pouquinho de sangue que se tira. Eu e o Joci fizemos ainda para tentar ajudar o Lace. No entanto, ficaria muito contente se vier a doar minha medula óssea para outra pessoa. E olha que eu sou um bocado fresca para picadas em geral, mas arranjo forças quando é para ajudar alguém. Estar próximo da família deste nosso amigo me fez sentir o que tantas outras sentem atualmente no mundo. A angústia é grande e pode ser aliviada apenas com a conscientização das pessoas.

Quanto ao transplante em si, eu já pesquisei e o incômodo é pequeno pelo que ele proporcionará. Peço isso, que pensem na ajuda, no que proporcionariam para uma pessoa e para toda a família dela. Vida. Aquilo que a gente só sabe dar realmente valor quando ela está ameaçada.

Pensem, reflitam: Há coisas que para nós são tão simples e que estão ao alcance de nossas mãos e que para outros significam a Vida.

Aliás, vocês sabiam que o Lace adora a Espanha? Eu também gosto bastante e sempre conversávamos sobre tudo relacionado à Espanha e aos espanhóis. Acredito que foi o primeiro país que ele quis conhecer agora que ele pode ir a qualquer lugar. Não acham? Abaixo, uma foto de Sevilla, que fica na região de Andaluzia.



Giane Guerra

Quarta-feira, Junho 30, 2004

A minha amizade com o Lacinho

Olá pessoal, tudo bem?

a Gabi acabou de me mostrar esse blog maravilhoso e, de cara, resolvi colocar o texto que ele escreveu no Pipos Place contando como foi o dia em que eu resolvi raptá-lo (palavra usada por ele, como vc´s poderão comprovar abaixo). Tivemos um dia maravilhoso, conversamos sobre milhares de coisas, curtimos muito e, para uma típica nativa de câncer, foi o nosso momento. Essa viagem representa muito o que o Lace é para mim. Espero que vc´s se divirtam. Só para constar, EU SEI DIRIGIR BEM. Sil Pires


27/11/2003 22:50
On the road

Hoje à tarde, uma amiga minha passou aqui em casa e me seqüestrou. Ela queria dar umas voltas e aproveitar pra ver uns móveis, e eu fui junto. Subimos a serra. Ela na direção e eu tomando alguns sustos. Eu digo pra minha médica que corro mais riscos no banco do carona do que ao volante, mas ela não acredita. Enfim... subimos a serra. Fizemos de tudo. Paramos no show room de uma fábrica de estofados, em Morro Reuter, e eu resisti bravamente à tentação de experimentar uma cadeira-do-papai-com-massagem-e-controle-remoto. Conhecemos o maior relógio cuco da América do Sul (era o que dizia a placa), em Nova Petrópolis, se bem que nós achamos o relógio bem fuleirinho pra ser o maior. De lá, fomos pra Caxias. Ah... ia me esquecendo... passamos por Galópolis, que parece a cidade da novela das seis. Tem o riozinho no meio e tudo (ok, meninas, eu vejo novela de vez em quando), mas é muito micro a cidade. Aí sim, fomos pra Caxias. Nos entupimos num buffet de doces e salgados no Iguatemi de lá. E a minha amiga comprou um sapato para não ser multada pela Polícia Rodoviária Federal na volta (ela tava de tamanco e a PRF tava dando batida na saída da cidade). Foi uma tarde muito boa. O melhor de viajar no banco do carona (tirando os sustos que a minha amiga me deu), foi poder olhar algumas coisas que nunca tinha percebido. Uma delas foi o local onde são colocadas as torres de transmissão de energia, aquelas grandonas. Você já reparou nisso? Elas são colocadas nos lugares mais improváveis, que, aos meus olhos, parecem inatingíveis. Fiquei imaginando como os operários fizeram para colocar as torres lá no topo daqueles morros cobertos de mato. A minha amiga disse que tinha um tio que fazia exatamente isso, e que de vez em quando ele ficava meses sem aparecer em casa porque estava instalando essas torres no interior do Brasil. Coitada dessa gente. E a gente nem agradece eles. A gente só reclama, quando acaba a luz e não podemos usar o computador. Desculpa aí, seus-moços-que-instalam-torres-de-transmissão-de-energia. Vocês fazem um trabalho bom pra caramba. Outra coisa bonita foi ver, no fim do dia, o sol se pondo. A gente já estava na sombra, no meio da serra, mas dava pra ver os morros lá longe ainda iluminados pelo sol. Também foi bonito de ver a cascata Véu de Noiva, se bem que aí a minha amiga tirou os olhos da estrada e eu me assustei com o caminhão no sentido contrário e aí o susto tirou o bonito do momento (brincadeira... ela dirige muito bem). Aí eu voltei pra casa, tomei café e tô contando tudo isso pra vocês agora.

Boa notícia: gaúchos são os primeiros em doação de órgãos no Brasil

A notícia foi dada pela dra. Lúcia Silla, médica do Lace e participante da Hemoamigos, em entrevista à Sabrina Thomazi na Rádio Aliança. Não é possível saber os índices específicos de doação de medula óssea, porque o cadastro é nacional.

Um depoimento bem legal dado à Sabrina foi da Júlia, filha da dra. Lúcia. Ela esteve no estande lá do Iguatemi e disse que viu muita solidariedade por parte das pessoas, que procuravam o local para fazer o cadastro de doador ou apenas tirar dúvidas. No entanto, a Júlia disse também que viu muita gente com pressa, que não podia perder cinco minutos para saber como poderia salvar uma vida...

Gabi

Dra. Lúcia fala na Rádio Gaúcha sobre a campanha de capacitação de doadores de medula óssea

A dra. Lúcia Silla, médica do Lace, falou hoje à tarde no programa Gaúcha Repórter, da Rádio Gaúcha. Ela reforçou o convite para que todos visitem o quiosque do Hospital de Clínicas e da Hemoamigos no Iguatemi.

Na segunda-feira, a amiga do Lace Sabrina Thomazi entrevistou a dra. Lúcia na Rádio Aliança. No programa também estiveram Luiz Felipe Azevedo, que teve aplasia e recebeu transplante de medula óssea de sua irmã, Scheila Azevedo. Scheila confirmou que o transplante é simples, e que o pouco incômodo que o doador sente compensa pela satisfação de estar salvando uma vida. Luiz Felipe deu seu depoimento para que os pacientes que esperam por doação, que tenham esperança e confiança.

Não esqueçam: profissionais estão no Iguatemi até sábado (03/7) prestando esclarecimentos sobre a campanha de capacitação de doadores de medula óssea. O Homem Aranha 2 estréia sexta. Quem for assistir no Iguatemi pode ir um pouco antes e passar lá no quiosque para se cadastrar como doador. É fácil!


Gabi

Terça-feira, Junho 29, 2004

Carpinejar dá uma força aos Amigos do Lace

O premiado poeta (e Amigo do Lace) Fabrício Carpinejar publicou hoje em seu visitadíssimo blog notícias sobre a campanha de capacitação de doadores de medula óssea, que ocorre no Iguatemi.

É dele o texto abaixo, publicado no seu blog em 07/03/2004. Deleitem-se. É maravilhoso!

Gabi

MAIS DO QUE QUATRO PALAVRAS (Fabrício Carpinejar)

Eu perdi um amigo que não conheci. Um amigo que poderia ter conhecido, mas que nunca parei para trocar mais do que quatro palavras sobre futebol ou música. Eu freqüentei o café de sua mãe, Ivone, durante muito tempo até ele fechar. No recanto de seis mesas, conheci minha Ana, promovia rodadas absurdas de expresso com amigos, a ponto de tomar uns cinco em seqüência antes de ir trabalhar. Muito além do lazer, Ivone virou uma extensão do lar, assim como a Marcinha que atendia. Falava de seus filhos com uma ternura incansável: Alexandre era um deles. Recebia relatos atualizados de suas conquistas e pequenas vitórias. Fiquei sabendo que se formou em jornalismo na Unisinos, que se acordava de madrugada para chegar na Rádio Gaúcha, que namorava firme, que era sério e atencioso, que era brincalhão com os amigos, de que não substituía a lealdade por nada que fosse, que amava sua casa. Ivone usava o 'você', herança paulista. Tirava os óculos, já com os olhos enevoados, quando comentava os feitos de sua meninada. Limpava as lentes na camisa. Um ritual repetido. Depois colocava os óculos novamente e voltava a servir os clientes com uma agilidade sonâmbula. Eu admirava aquela família, que chegava como um arrastão em qualquer lugar, todos juntos, seja no teatro, seja nos restaurantes. Alexandre ficava pouco, porque passava a maior parte do dia em Porto Alegre. Ele cumprimentava levantando a cabeça, como alguém que nos pede para ir em frente.

Alexandre morreu na última semana. Tinha 28 anos. Foi derrubado pela leucemia. Desde que descobriu a gravidade da doença em 2002, lutou sem parar, acompanhado da Ivone e de seus irmãos. Nunca o vi em desespero. Encarava o problema como uma pauta difícil. Enfrentou a maratona de hospitais, com a esperança de retornar à rádio. Fez campanha para doadores de medula. Tranqüilizava mais do que era consolado.

Eu não entendo a vida. Densidade não há só na desgraça. Não entendo a vida, que me constrange e fere, que me envergonha, que não me permite voltar atrás, que me deixa sem ação, ridículo, inútil sapato sem outro par, inútil guitarra sem cordas, inútil até para chorar. Sua cotovelada de relâmpago no rio, que muda a direção do curso das águas, sem pedir desculpa, sem consultar o que pretendíamos. Ela complica o que nasceu livre, liberta o complicado, provoca onde existia paz. O ar apunhala como uma faca enferrujada, um vento enferrujado, e são tantas sua tentativas de nos cortar, que um dia a gente abre a guarda. Não, não caminharei mais com prudência, serei mais do que quatro palavras.

A vida pede para que a gente apenas olhe, não a interprete. Se é assim, Alexandre não morreu. Mudou de endereço. Só teremos que nos esforçar mais para enxergá-lo.

Segunda-feira, Junho 28, 2004

Amigos do Lace na campanha "Nesse banco você deposita esperanças"

De segunda (28/6) até sábado (03/7) acontece no Shopping Iguatemi de Porto Alegre uma mobilização bem bacana. Será a campanha de captação de doadores de medula óssea, uma chance para quem quer ser doador, mas não sabe por onde começar.

A campanha está sendo promovida pelo Hospital de Clínicas com o apoio da Associação dos Amigos da Hematologia (Hemoamigos) e da Fundação Médica do RS. A Hemoamigos, pessoal, é aquela associação da qual a dona Ivone, mãe do Lace, faz parte (e que nós podemos fazer também).

O quiosque do Clínicas e da Hemoamigos estará montado no corredor do supermercado Nacional. Lá as pessoas poderão se cadastrar como interessadas em ser doadoras de medula óssea. Dá até para fazer a coleta de sangue para análise.
Os dados deste cadastro serão enviados para integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) do Ministério da Saúde. O Redome é o banco de dados consultado por pacientes que necessitam de transplante de medula e não possuem doador compatível.

POR QUE É IMPORTANTE PARTICIPAR: segundo as estatísticas, a probabilidade de localizar o doador ideal é de uma em cem mil. Com o cadastro nacional, as chances de pessoas que sofreram danos irreparáveis na medula, como nos casos de leucemias, aplasias, vários outros tipos de câncer e algumas doenças genéticas, aumenta muito.

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: a coleta de material para ser doador de medula óssea é semelhante a um exame de sangue. Esse sangue coletado é analisado e, junto com os demais dados do doador, enviado para o Redome. Apenas quando este banco nacional identificar a compatibilidade do doador com um paciente que precisa de transplante é que o doador será chamado para efetivar a doação. E a doação de medula óssea, vale lembrar, não é nenhum bicho de sete cabeças. O procedimento é super simples.

INFORMAÇÕES: o Hospital de Clínicas tem um telefone para quem quiser tirar dúvidas sobre a doação. É o (51) 2101.8504.

ENTÃO, ANOTEM NA AGENDA: a campanha rola de segunda (28/6) a sábado (03/7) no corredor do supermercado Nacional no Shopping Iguatemi. Na quinta-feira, dia 01/7, a dona Ivone estará lá no quiosque até às 22 horas. Vamos todos lá dar uma força?

Gabi

Welcome

Olá, amigos.

Quero deixar registrado aqui o quanto achei bárbara a iniciativa de criar este espaço. Amigos do Lace: Uni-vos! Ele deve estar adorando tudo isso, lá de cima. Deve estar dando muita risada.
Bom pessoal, que este blog sirva para inspirar, divertir, lembrar... e principalmente nos aproximar.

Muitos beijos a todos,

da amigadolace,

Jeane.