Olá pessoal, tudo bem?
a Gabi acabou de me mostrar esse blog maravilhoso e, de cara, resolvi colocar o texto que ele escreveu no Pipos Place contando como foi o dia em que eu resolvi raptá-lo (palavra usada por ele, como vc´s poderão comprovar abaixo). Tivemos um dia maravilhoso, conversamos sobre milhares de coisas, curtimos muito e, para uma típica nativa de câncer, foi o nosso momento. Essa viagem representa muito o que o Lace é para mim. Espero que vc´s se divirtam. Só para constar, EU SEI DIRIGIR BEM. Sil Pires
27/11/2003 22:50
On the road
Hoje à tarde, uma amiga minha passou aqui em casa e me seqüestrou. Ela queria dar umas voltas e aproveitar pra ver uns móveis, e eu fui junto. Subimos a serra. Ela na direção e eu tomando alguns sustos. Eu digo pra minha médica que corro mais riscos no banco do carona do que ao volante, mas ela não acredita. Enfim... subimos a serra. Fizemos de tudo. Paramos no show room de uma fábrica de estofados, em Morro Reuter, e eu resisti bravamente à tentação de experimentar uma cadeira-do-papai-com-massagem-e-controle-remoto. Conhecemos o maior relógio cuco da América do Sul (era o que dizia a placa), em Nova Petrópolis, se bem que nós achamos o relógio bem fuleirinho pra ser o maior. De lá, fomos pra Caxias. Ah... ia me esquecendo... passamos por Galópolis, que parece a cidade da novela das seis. Tem o riozinho no meio e tudo (ok, meninas, eu vejo novela de vez em quando), mas é muito micro a cidade. Aí sim, fomos pra Caxias. Nos entupimos num buffet de doces e salgados no Iguatemi de lá. E a minha amiga comprou um sapato para não ser multada pela Polícia Rodoviária Federal na volta (ela tava de tamanco e a PRF tava dando batida na saída da cidade). Foi uma tarde muito boa. O melhor de viajar no banco do carona (tirando os sustos que a minha amiga me deu), foi poder olhar algumas coisas que nunca tinha percebido. Uma delas foi o local onde são colocadas as torres de transmissão de energia, aquelas grandonas. Você já reparou nisso? Elas são colocadas nos lugares mais improváveis, que, aos meus olhos, parecem inatingíveis. Fiquei imaginando como os operários fizeram para colocar as torres lá no topo daqueles morros cobertos de mato. A minha amiga disse que tinha um tio que fazia exatamente isso, e que de vez em quando ele ficava meses sem aparecer em casa porque estava instalando essas torres no interior do Brasil. Coitada dessa gente. E a gente nem agradece eles. A gente só reclama, quando acaba a luz e não podemos usar o computador. Desculpa aí, seus-moços-que-instalam-torres-de-transmissão-de-energia. Vocês fazem um trabalho bom pra caramba. Outra coisa bonita foi ver, no fim do dia, o sol se pondo. A gente já estava na sombra, no meio da serra, mas dava pra ver os morros lá longe ainda iluminados pelo sol. Também foi bonito de ver a cascata Véu de Noiva, se bem que aí a minha amiga tirou os olhos da estrada e eu me assustei com o caminhão no sentido contrário e aí o susto tirou o bonito do momento (brincadeira... ela dirige muito bem). Aí eu voltei pra casa, tomei café e tô contando tudo isso pra vocês agora.